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Solidões habitadas
Predadores do silêncio
conspiram fatos isolados
nos intervalos da memória.
Noite mostarda na saliva
palavrantena sonolerda
apatias triviais na poltrona
dessossada
fio dental pendular
na masturbação da gengiva
ajantarada
cães em ócio
gatos escaldados de tédio
tevês iguais em nada
família desconsertada
como a gafe e o susto
a surpresa e a pressão
renitente na ponta do cigarro
no ranger da porta
nas contas a pagar.
Canções ensaboadas
e um modess enrolado
com pequenos anúncios
no lixo do domingo.
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